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7 June, 2018
Como surgiu a primeira escola do Brasil ?



Os jesuítas foram os primeiros professores no Brasil. Na época da colonização, o ensino ficava a cargo da Igreja Católica. A primeira escola primária brasileira foi fundada em Salvador, em 1549, pelo padre Manuel da Nóbrega. E o primeiro mestre-escola do Brasil foi o jesuíta Rijo Rodrigues.

No ano seguinte, o jesuíta Leonardo Nunes chegou a São Vicente, litoral de São Paulo. Na cidade ele construiu um pavilhão de taipa no qual funcionava também uma escola primária. Em 25 de janeiro de 1554, foi inaugurado o colégio jesuíta da Vila de Piratininga, data hoje comemorada como da fundação de São Paulo. Anchieta, um dos primeiros professores no Brasil, escreveu sobre a primeira casinha construída no local, que servia como moradia e escola: "Celebramos em paupérrima e estreita casinha a primeira missa, no dia da conversão do apóstolo São Paulo e por isso dedicamos a ele nossa casa". Ali moravam 13 jesuítas que tinham a seu cargo duas aldeias de índios com quase mil pessoas. O local tinha apenas 14 passos de comprimento e 10 de largura, incluindo escola, despensa, cozinha, refeitório e dormitório.
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21 July, 2017
Por que o quadro negro é verde?

O nome vem da antiga cor do quadro.

Quando ele passou a ser produzido em escala industrial, no século 19, era feito de ardósia preta. Ao longo do século 20, no entanto, a cor mudou. “O verde foi substituindo o negro, por ser considerada uma cor mais adequada para o uso do  giz”, conta a historiadora Maria Helena Camara Bastos, da PUC-RS.

As lousas hoje são feitas de laminados de madeira pintadas de preto, verde ou mesmo azul, mais higiênicos que as versões antigas em pedra. Há também os quadros brancos, nos quais se pode escrever a caneta – e que acumulam menos poeira. Atualmente existe ainda uma versão digital da lousa, conectada em rede com os computadores dos alunos, capaz de exibir fotos e vídeos e também de receber informações escritas por meio de caneta eletrônica.

Na época em que o quadro ainda era negro, ele tornou mais rápido o processo de alfabetização das crianças, porque dava suporte às lições orais do professor. É o que conta Maria Helena no artigo “Do Quadro Negro à Lousa Digital: a História de um Dispositivo Escolar”.

Em 1882, a lousa passou a ser exigida nas salas de aulas da França. Também no fim do século 19, ela passou a ser usada no Brasil.

Nesta época não só o professor tinha seu quadro negro, mas também os alunos. Na lista de materiais, a escola não pedia lápis, mas pedras de escrever. Enquanto o professor usava o giz, os alunos escreviam em suas pequenas lousas de ardósia.Muitos, bem espertinhos, em vez de usar um pano e um vidro com água para limpá-las davam logo uma proibida cusparada – correndo o risco de levar uma reguada como punição. :P

Só a partir de 1920, com o crescimento da produção de papel, os alunos deixaram suas pequenas lousas de lado e passaram a escrever com lápis e usar cadernos. No interior de São Paulo, as lousas ainda eram usadas por algumas classes até 1940.

Até hoje, seja negro ou digital, o quadro ocupa espaço central nas salas de aula.

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21 July, 2017
A História da Borracha

A borracha já era conhecida dos índios antes do descobrimento da América. Em 1525, P. d'Anghieria relatou ter visto os índios mexicanos jogarem com bolas elásticas. Charles de la Condamine foi o primeiro a fazer um estudo científico sobre a borracha, que ele conhecera durante viagem ao Peru, em 1735. Um engenheiro francês, Fresnau, que la Condamine havia encontrado na Guiana, estudara a borracha no local e concluíra que esta não era senão "uma espécie de óleo resinoso condensado".

O primeiro emprego da borracha foi como apagador. Foi Magellan, descendente de célebre navegador, quem propôs este uso. Priestley, na Inglaterra, difundiu-o e a borracha recebeu em inglês o nome de "India Rubber", que significa "Raspador da Índia". A palavra borracha teve sua origem numa das primeiras aplicações úteis deste produto, dada pelos portugueses, quando foi utilizada para a fabricação de botijas, em substituição às chamadas borrachas de couro que os portugueses usavam no transporte de vinhos.

Macquer, retomando os trabalhos de la Condamine, pela primeira vez indicou o modo de fabricação de tubos flexíveis de borracha. Desde então numerosos artesãos se interessaram pela borracha: o ourives Bernard, o boticário Winch, Grossart, Landolles, e outros. Em 1820 um industrial inglês, Nadier, fabricou fios de borracha e procurou utilizá-los em acessórios de vestuário. Por essa época começou a reinar na América a febre da borracha: os calçados impermeáveis dos índios faziam sucesso. Produziam-se tecidos impermeáveis e botas de neve na Nova Inglaterra.

Em 1832 foi criada a fábrica de Rosburg. Infelizmente, as alterações que os artefatos de borracha natural não vulcanizada sofriam sob a influência do frio, tornando-se quebradiços, e o inconveniente de aderirem-se uns aos outros se ficassem expostos aos raios de sol, desinteressaram os consumidores. Após tentar desenvolver por longo tempo um processo para o melhoramento das qualidades da borracha (incorporação de ácido nítrico, por exemplo) e ser levado à ruína, Goodyear descobriu acidentalmente, em 1840, a vulcanização.

Um fato curioso: em 1815, Hancock, modesto serralheiro, tornou-se um dos maiores fabricantes do Reino Unido. Ele havia inventado um colchão de borracha e, associado a Mac Intosh, fabricava as famosas capas impermeáveis "mac intosh". Além disso, havia descoberto e realizava industrialmente o corte, a laminação e a prensagem da borracha. Tinha verificado a importância do calor na prensagem e construído uma máquina para este fim.

Mac Intosh descobriu o emprego da benzina como solvente e Hancock preconizou a prévia "mastigação" e aquecimento, para obter uma perfeita dissolução da borracha. Hancock descobriu também a fabricação de bolas elásticas. Por fim, Hancock, em 1842, de posse da borracha vulcanizada de Goodyear, procurou e encontrou o segredo da vulcanização, fazendo enorme fortuna.

Em 1845 R.W. Thomson inventou o pneumático, a câmara de ar e até a banda de rodagem ferrada. Em 1850 fabricavam-se brinquedos de borracha, bolas ocas e maciças (para golfe e tênis). A invenção do velocípede por Michaux, em 1869, conduziu à invenção da borracha maciça, depois da borracha oca e, por último, à reinvenção do pneu, pois a invenção de Thomson havia caído no esquecimento. Payen estudou as propriedades físicas da borracha, do mesmo modo que Graham, Wiesner e Gérard.

Finalmente, Bouchardt realizou a polimerização do isopreno, entre 1879 e 1882, obtendo produtos de propriedades semelhantes à borracha. O primeiro pneumático para bicicleta data de 1830. Em 1895 Michelin teve a idéia audaciosa de adaptar o pneu ao automóvel. Desde então a borracha passou a ocupar um lugar preponderante no mercado mundial.

Sendo a borracha importante matéria-prima e dado o papel que vem desempenhando na civilização moderna, cedo foi despertada a curiosidade dos químicos para conhecer sua composição e, posteriormente, sua síntese. Desde o século XIX vêm sendo feitos trabalhos com esse objetivo, logo se esclarecendo que a borracha é um polímero do isopreno.

Os russos e os alemães foram os pioneiros nos trabalhos de síntese da borracha. Mas os produtos obtidos não suportaram a concorrência da borracha natural. Somente com a Primeira Guerra Mundial a Alemanha, premida pelas circunstâncias, teve de desenvolver a industrialização de seu produto sintético. Foi o marco inicial do grande desenvolvimento da indústria de borrachas sintéticas, ou elastômeros, no mundo.


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21 July, 2017
História do Lápis

Entre todos os instrumentos de escrita, o Lápis é sem dúvida o mais universal, versátil e econômico, produzido aos milhões todos os anos, mesmo na era da Internet.

É com o Lápis que as crianças de todo o mundo aprendem a escrever. É indispensável para todos os tipos de anotações, traçados e rascunhos - sobretudo para tudo o que possa ser escrito ou desenhado à mão.

O Lápis é um produto de longa durabilidade, que exige poucos cuidados, não é afetado por variações climáticas e escreve até debaixo d'água ou no espaço. Que outro instrumento de escrita pode se gabar de ser tão versátil?

 

70 d.C. 

Plínio, o Velho, menciona pequenos discos de chumbo, observando que não eram usados para escrever ou desenhar, mas apenas direcionar o traçado das linhas.

1565  

Na Grã-Bretanha é localizado o primeiro registro do uso do grafite nas minas dos Lápis, totalmente desprovidos de refinamento, feitos como um sanduíche de dois pedaços de madeira com o grafite no meio. 

1644

Primeiro registro do uso do Lápis na Alemanha, por um oficial da artilharia.

1659 

A profissão de fabricante de Lápis é citada em documento oficial pela primeira vez, num contrato de casamento na cidade de Nuremberg. 

1761

Em Stein, cidade próxima a Nuremberg, na Alemanha, Kaspar Faber inicia seu negócio de Lápis.

A partir daqui, a história do Lápis se confunde com a própria história da Faber-Castell.

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